2025-05-09
2025-05-07
Autor do mês de maio - Mario Vargas Llosa
Mario Vargas Llosa
Nasceu no Peru em 1936.Em 1959, abandona o seu país e ingressa na Universidade Complutense de Madrid, graças a uma bolsa, onde chega a fazer provas de doutoramento.
Paris conhece-o próximo da penúria como locutor de rádio, jornalista e professor de espanhol, na altura que publica o seu primeiro livro de contos.
Em 1964, regressa ao Peru e casa-se com uma prima com quem vai voltar à Europa, em1967, e viver até 1974 na Grécia, Paris, Londres e Barcelona.
De novo em Lima, dedica-se, agora, em exclusivo, à literatura e ao jornalismo, sempre com uma intervenção política que o leva a candidatar-se à Presidência da República, em 1990.
Depois dessa experiência fixa-se em Londres e, nos últimos anos, vive entre Paris e Madrid, escrevendo romances, ensaios literários, peças jornalísticas e percorre o mundo como professor visitante em várias universidades.
Entre os muitos prémios que recebeu contam-se o Rómulo Gallegos (1967), o Príncipe das Astúrias (1986) ou o Cervantes (1994).
Foi distinguido com o Prémio Nobel da Literatura em 2010.
Morreu a 13 de abril de 2025.
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Leio e gosto
SEMPRE CAMÕES
O fogo que na branda cera ardia
O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil que na alma vejo.
Se acendeu de outro fogo do desejo,
Por alcançar a luz que vence o dia.
Como de dois ardores se incendia,
Da grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte onde se via.
Ditosa aquela flama, que se atreve
Apagar seus ardores e tormentos
Na vista do que o mundo tremer deve!
Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela nave
Que queima corações e pensamentos.
Luis de Camões
" Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las. "
" Anda sempre tão unido o meu tormento comigo que eu mesmo sou meu perigo. "
"É fraqueza entre ovelhas ser leão."
2025-04-23
2025-04-22
2025-04-21
2025-04-15
2025-04-07
Concurso " Leituras no Douro, Tâmega e Sousa"
Semana da Poesia - "Luís de Camões / 500 anos"
17 a 21 de março
SEMANA da POESIA
LUÍS DE CAMÕES
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2025-04-03
Leio e gosto
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luís de Camões


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