Mostrar mensagens com a etiqueta lenda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta lenda. Mostrar todas as mensagens

2021-10-12

Projeto Aprendendo Experimentando em Laboratório

No dia 11 de outubro deu-se início ao projeto Aprendendo Experimentando em Laboratório. Com o mote de desenvolver o espírito científico, os alunos dos 3.º e 4.º anos vêm à escola sede para desenvolverem atividades laboratoriais. A biblioteca escolar e o professor João Ferreira (responsável pelas atividades físicas) associaram-se a esta iniciativa proposta pelo professor Manuel Conceição (atividades laboratoriais).

Momentos de partilha de leitura com os alunos, professora e auxiliar do CE de Pinheiro trouxeram alegria a este espaço. 






MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos e Lendas


Partilhado por: Clube das Histórias
 

MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos e Lendas

 




Realizado por Clube das Histórias

2021-10-08

MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos e Lendas

 A Lebre e a Tartaruga

A Lebre e a Tartaruga é uma fábula de Esopo, com uma moral inerente e com intenção de ensinar valores. Mais tarde, foi recontada por La Fontaine.



Um dia a Lebre encontrou a Tartaruga e ridicularizou o seu passo lento e miudinho.

– Muito bem – respondeu a Tartaruga sorrindo.

– Apesar de seres tão veloz como o vento, vou ganhar-te numa corrida.

A Lebre, pensando que tal era impossível, aceitou o desafio.

Resolveram entre elas que a raposa escolheria o percurso e seria o árbitro da corrida.

No dia combinado, encontraram-se e partiram juntas.

A Tartaruga começou a andar no seu passo lento e miudinho, nunca parando pelo caminho, direita até à meta.

A Lebre largou veloz, mas algum tempo depois deitou-se à beira do caminho e adormeceu. Quando acordou, recomeçou a correr o mais rapidamente que pode.

Mas já era tarde… Quando chegou à meta, verificou que a Tartaruga tinha ganho a aposta e que já estava a descansar confortavelmente.


Moral da história:

Devagar mas com persistência completas todas as tarefas.


Recolha realizada por Maria Clara Andrade

Contos Tradicionais

 

Contos tradicionais

O que são?

Contos tradicionais ou contos populares são narrativas transmitidas, oralmente, de geração em geração, cuja autoria não se conhece e, por isso, geralmente, têm várias versões, dependendo da região do país.

 

Estas histórias tradicionais são histórias que começaram por ser transmitidas oralmente, de geração em geração, e mais tarde, escritas e reescritas por vários autores. Nesta categoria, incluem-se as lendas, as fábulas, os mitos e os contos populares.

 

Características do Conto Tradicional:

As características das personagens são reduzidas: não têm nome ou profissão e representam estados, tipos de pessoas, profissões ou seres fantásticos (jovens corajosos, raparigas belas, bruxas, gigantes, princesas, reis, etc.). Além disso, as personagens não apresentam evolução.

As descrições dos espaços físicos são reduzidas ou inexistentes, ou seja, não há elementos que permitam situar a ação num determinado tempo.

Geralmente, os temas e elementos básicos são comuns a várias e diferentes regiões do mundo, como por exemplo, a maldade das madrastas; os objetos mágicos, o sapato perdido, a transformação de animais em belas personagens...)

E querem saber uma curiosidade?

Algumas das histórias tradicionais são semelhantes em várias partes do mundo embora com adaptações relacionadas com a época ou o país em questão.


Recolha feita por Maria Clara Andrade

MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos e Lendas

La Cigale et la Fourmi
Fable de La Fontaine


 Recolha realizada por Maria Clara Andrade

MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos de Lendas

 A Ilha de Timor

(Lenda de Timor)


  Há muitos e muitos anos, do outro lado do mundo, vivia num pântano um crocodilo. Como já era velho, faltava-lhe velocidade; raramente conseguia apanhar peixes para comer e, por isso, começava a sentir fome, fraqueza e desânimo.

  Saiu então do pântano e aventurou-se em terra, em busca de algum bicho que lhe matasse a fome. Mas o sol era ardente, o caminho longo e o crocodilo sentia-se sem forças para continuar.

  Cheio de fome e sozinho, pensou que acabaria ali os seus dias, imóvel como uma pedra. Até que passou um rapaz. Ao ver o pobre animal naquele estado, sentiu pena e resolveu ajudá-lo a arrastar-se até uma ribeira. Aí o crocodilo pôde refrescar-se e alimentar-se um pouco. E, ao conversarem, percebeu que o sonho do rapaz era viajar e conhecer mundo.

  Tão grato ficou o velho crocodilo que se ofereceu para levar o seu amigo às costas a passear pelas águas do rio e do mar. E assim atravessaram as ondas, dia e noite, noite e dia, rumo às terras onde nasce o sol.

  Mas um dia, já cansado, o crocodilo percebeu que não podia continuar. E como a fome de novo apertasse, não encontrou solução que não fosse comer o rapaz. Antes, porém, decidiu consultar outros animais, a fim de aliviar a consciência. E todos, da baleia ao macaco, o censuraram, fazendo-lhe ver como seria ingrato para quem o ajudara.

  Arrependido dos seus pensamentos, o crocodilo seguiu caminho, com o rapaz sempre às costas e sem perder o sol de vista. Quando as forças o abandonavam, ainda pensou dar meia volta e regressar. Mas de repente sentiu o corpo aumentar de tamanho e transformar-se em terra e em pedra. Rapidamente se converteu numa ilha verde, cheia de montes, florestas e rios.

  O rapaz caminhou então por aquela bonita ilha e deu-lhe o nome de Timor, que em língua malaia quer dizer Oriente. E é por isso que Timor tem a forma de um crocodilo.


Contos de Lendas de Portugal e do Mundo

Seleção, adaptação e reconto de João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete



MIBE-outubro de 2021-Divulgação de Contos e Lendas

 O Flautista de Hamelin

Uma lenda do Baixo Saxe - Alemanha


(clica na imagem)


2021-10-02

MIBE-outubro 2021-Divulgação de Contos e Lendas

 Os Três Irmãos

Conto Tradicional da Galiza (Espanha)


  Em tempos que já lá vão, havia um homem muito pobre que tinha três filhos. Um dia, sentindo que a morte se aproximava, chamou-os.

  -A minha hora está a chegar, meus filhos. Toda a vida trabalhei de sol a sol, ao calor e ao frio, com saúde e doente, com vontade e sem ela. Apesar disso, morro tão pobre como nasci. De mim ficam as lembranças e esta manta pequena e velha. Dividam-na como puderem.

  Finou-se o pai e os irmãos continuaram a trabalhar e a viver juntos.

  Até que chegaram os primeiros frios de outono. Certa noite, os rapazes foram-se deitar e cobriram-se os três com a manta. Como esta era pequena e mal chegava para os três, passaram a noite puxa para aqui, puxa para ali.

  Então o mais velho decidiu enganar o mais novo e, de manhã, foi ter com ele e propôs-lhe que lhe vendesse a sua parte da manta.

  -Vendo, sim senhor. Só ponho uma condição. Todos os dias me hei de deitar entre vocês os dois.

  -Negócio fechado! - exclamou o mais velho que só queria, aos poucos, tornar-se no único proprietário da herança paterna.

  E logo ali chegaram a acordo. À noite foram-se deitar e, como combinado, o mais novo deitou-se entre os irmãos. Ao fim de pouco tempo, os das pontas começaram a puxar pela manta. O mais novo, muito encolhido entre os dois, limitava-se a dizer:

 -Coitadinho do que vende que não puxa nem estende! Coitadinho do que vende que não puxa nem estende!


Contos de Lendas de Portugal e do Mundo

Seleção, adaptação e reconto de João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete