2024-02-07

Livros Novos na BE

 

Charles Dickens - 7 de fevereiro




CHARLES DICKENS

Charles John Huffam Dickens (Landport, Portsmouth, 7 de Fevereiro de 1812 -- Gadshill, Rochester, 9 de Junho de 1870), nasceu numa família modesta e foi obrigado a trabalhar numa fábrica ainda criança, depois do seu pai ter sido preso por acumulação de dívidas. Há quem considere as suas obras e os seus personagens  meros decalques das suas vivências, sonhos e infortúnio.

É considerado o romancista inglês mais popular da época vitoriana ainda hoje extensamente lido e reconhecido como um génio literário por críticos e académicos.

São algumas das suas obras mais famosas:

- Um conto de Natal

- Oliver Twist

- Grandes Esperanças

- David Copperfield 


 “Nenhum outro romancista possuiu como ele o poder de criar figuras vivas, e o dom supremo de comover e de produzir as lágrimas e o riso, de fazer sentir, de fazer pensar.”         

                                                                                                        (Eça de Queirós)


 “Dickens nasceu, viveu e morreu, mas a sua presença ficou para sempre”.

                                                                                                                (Chesterton)

2024-02-06

Padre António Vieira - nascimento

                                   

Nasceu em Lisboa a 6 de fevereiro de 1608 e faleceu em Salvador, no Brasil em 18 de julho de 1697.

Fernando Pessoa chamou-o de " Imperador da Língua Portuguesa". Foi religioso, filósofo, diplomata e escritor, sendo considerado um dos maiores oradores portugueses, atraindo  multidões aos seus sermões.

Foi uma das personagens mais influentes do sec. XVII em termos de política e oratória destacando-se como missionário em terras brasileiras onde defendeu os direitos  dos indígenas combatendo a sua exploração e escravização.

O seu “Sermão de Santo António aos Peixes”, inspirado em Santo António de Lisboa, defensor dos pobres,  é uma alegoria da alma humana, dos seus vícios e virtudes e, sobretudo, a defesa da humanidade nas relações entre os homens.

Pregado no Maranhão, Brasil, em 13 de junho de 1654, dia de Santo António. Foi a metáfora utilizada pelo padre António Vieira contra a desumanidade com que os colonos portugueses tratavam os índios - um assunto intemporal: a variedade enorme de peixes que existem, o que fazem para se comerem uns aos outros e a sua ambição de poder.

José Craveirinha

José Craveirinha

A 6 de fevereiro de 2003, morreu o escritor moçambicano José Craveirinha.


Nasceu em Lourenço Marques em 28 de Maio de 1922 e faleceu em Joanesburgo.

Começa a escrever muito cedo mas a sua obra demora a ser publicada.

Reflete nela a sua consciência política e em 1991 é galardoado com o prémio Camões, a maior distinção literária portuguesa.

José João Craveirinha é considerado o maior poeta moçambicano.


Quero Ser Tambor

Tambor está velho de gritar
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero
Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada na dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra
Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu
Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalala
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Oh velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor
e nem zagaia por enquanto
e nem mesmo poesia.
Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!
Oh velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!





Reza, Maria

Suam no trabalho as curvadas bestas
e não são bestas
são homens, Maria!

Corre-se a pontapés os cães na fome dos ossos
e não são cães
são seres humanos, Maria!

Feras matam velhos, mulheres e crianças
e não são feras, são homens
e os velhos, as mulheres e as crianças
são os nossos pais
nossas irmãs e nossos filhos, Maria!

Crias morrem á míngua de pão
vermes na rua estendem a mão a caridade
e nem crias nem vermes são
mas aleijados meninos sem casa, Maria!

Do ódio e da guerra dos homens
das mães e das filhas violadas
das crianças mortas de anemia
e de todos os que apodrecem nos calabouços
cresce no mundo o girassol da esperança

Ah! Maria
põe as mãos e reza.
Pelos homens todos
e negros de toda a parte
põe as mãos
e reza, Maria!

2024-02-05

Herberto Helder - Poesia

Tríptico II 


12659751, in Pixabay

Não sei como dizer-te que minha voz te procura
e a atenção começa a florir, quando sucede a noite
esplêndida e vasta.
Não sei o que dizer, quando longamente teus pulsos
se enchem de um brilho precioso
e estremeces como um pensamento chegado. Quando,
iniciado o campo, o centeio imaturo ondula tocado
pelo pressentir de um tempo distante,
e na terra crescida os homens entoam a vindima
– eu não sei como dizer-te que cem ideias,
dentro de mim, te procuram.


Quando as folhas da melancolia arrefecem com astros
ao lado do espaço
e o coração é uma semente inventada
em seu escuro fundo e em seu turbilhão de um dia,
tu arrebatas os caminhos da minha solidão
como se toda a casa ardesse pousada na noite.
– E então não sei o que dizer
junto à taça de pedra do teu tão jovem silêncio.
Quando as crianças acordam nas luas espantadas
que às vezes se despenham no meio do tempo
– não sei como dizer-te que a pureza,
dentro de mim, te procura.


Durante a primavera inteira aprendo
os trevos, a água sobrenatural, o leve e abstracto
correr do espaço –
e penso que vou dizer algo cheio de razão,
mas quando a sombra cai da curva sôfrega
dos meus lábios, sinto que me faltam
um girassol, uma pedra, uma ave – qualquer
coisa extraordinária.
Porque não sei como dizer-te sem milagres
que dentro de mim é o sol, o fruto,
a criança, a água, o deus, o leite, a mãe,
o amor,
que te procuram.


Herberto Helder In A Colher na Boca

2024-02-02

Leio e Gosto - Rosa Lobato de Faria

 

Chandeleur - 2 de fevereiro

 

Tivokva1355 - Pixabay

«À la Chandeleur, l’hiver se meurt ou prend vigueur.» Le dicton est souvent suivi à la lettre par les jardiniers. La forme ronde et la couleur dorée des crêpes représentaient le disque solaire et le retour à la lumière. Le retour du printemps également.

C’est en 472 que la fête de la Présentation de Jésus au Temple a été associée aux «chandelles» (d’où le nom de Chandeleur) par le pape Gélase I qui organisa le 2 février des processions aux flambeaux, reprenant des rites païens au compte de l’Église.
En effet, en l’honneur des morts, les Romains veillaient Pluton et les dieux à l’aide de torches.
Autre croyance, celle des Celtes qui vénèrent la lumière et la roue solaire. Autrefois, dans les églises, des torches étaient bénies. Les fidèles les rapportaient chez eux et les exposaient à leur fenêtre le 2 février.

Consulta a receita dos crepes. Clica aqui.


Festa da "Chandeleur" / Nossa Sr.ª das Candeias - 2 de fevereiro

Soykhaler, Pixabay

A 2 de fevereiro, quarenta dias após o Natal, a Igreja Católica festeja a apresentação do Menino Jesus no Templo de Jerusalém - Luz do Mundo; e a purificação de sua mãe - Virgem Maria.

Esta festa, remontando igualmente a tradições pagãs, anuncia o retorno da luz do sol e é celebrada com crepes.

Alexandra_Koch - Pixabay

Biodiversidade - Dia das Zonas Húmidas - 2 de fevereiro

Dia das Zonas Húmidas    


Este dia tem como objetivo sensibilizar para a proteção das zonas húmidas e sublinhar a importância que estas têm para a existência de vida no nosso planeta.
O tema deste ano de 2024 "Zonas Húmidas e Bem-Estar Humano" destaca a interligação entre estas e a vida humana, como dependemos destes ecossistemas e como nos sustentam a vida. Para continuarmos a ter água, alimentos e proteção contra fenómenos meteorológicos extremos e mitigar as alterações climáticas temos que manter estes ecossistemas saudáveis

2024-02-01

Dia Mundial da Leitura em Voz Alta - 1 de fevereiro

  Dia Mundial da Leitura em Voz Alta


 

No dia 1 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial da Leitura em Voz Alta.

Neste dia, pelo mundo fora, lê-se em voz alta para celebrar o valor e a importância da leitura.

A leitura em voz alta é uma atividade social que permite a construção de relações, cria uma oportunidade de diversão e experimentação promovendo a concentração e muitas outras capacidades físicas e psicológicas tanto para quem lê como para quem ouve .

Dia da não violência escolar e da paz - 30 de janeiro



Dia Escolar da Não Violência e da Paz

Para assinalar o Dia Escolar da Não Violência e da Paz, que se comemora a 30 de janeiro, a Direção-Geral da Saúde (DGS), através do Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida e em colaboração com o Programa Nacional de Saúde Escolar chama a atenção para o impacto da violência escolar na saúde e para a importância das escolas enquanto locais promotores de bem-estar, segurança, cidadania e direitos humanos.

No âmbito desta campanha, a DGS destaca a importância do envolvimento de toda a sociedade numa educação para a paz, promovendo a participação de crianças e jovens, disseminando valores como o respeito, a igualdade, a tolerância, a solidariedade, a cooperação e a não violência, desde o início da sua vida.

Dia ao contrário - 31 de janeiro

Dia ao Contrário


Hoje, é o dia de, oficialmente, fazer tudo ao contrário. 

Tomar o pequeno almoço ao jantar, andar com os sapatos trocados, trocar de lugar na mesa de jantar, vestir a roupa ao contrário, andar de costas, dizer " tchau" em vez de "Olá", quando encontrarmos as pessoas. Despedimo-nos com um "Olá", em vez de "Adeus", dormimos de dia e trabalhamos de noite e ... por aí adiante ... fazer tudo ao contrário do que costumamos fazer ou fazer aquilo que não temos hábito de fazer.

Neste dia promovemos a aceitação, a igualdade e o respeito pelo outro.






Dia Internacional da Educação - 24 de janeiro



Dia Internacional da Educação 2024


A 3 de Dezembro de 2018 a ONU decretou a comemoração do dia 24 de janeiro como Dia Internacional da Educação.

Esta efeméride tem como objetivo chamar a atenção da sociedade civil para o cumprimento do direito à educação sublinhando o seu papel enquanto meio para quebrar ciclos de pobreza e para o desenvolvimento social.

Num momento em que o mundo vive uma onda de conflitos violentos assim como um aumento da discriminação, do racismo e da xenofobia, o tema para o ano de 2024 é "Aprender para uma paz duradoura".

Aprender para a paz  será um compromisso de capacitação dos alunos com os conhecimentos, valores, atitudes, competências e comportamentos necessários que os tornem agentes da paz nas suas comunidades.

Ao investirmos na educação, investimos no progresso das sociedades e no potencial ilimitado das gerações futuras onde a equalização global, o empreendedorismo e a paz estarão presentes.