A Equipa das Bibliotecas do Agrupamento deseja a toda a comunidade escolar umas Festas Felizes e um Ano de 2026 recheado de Paz, Amor e de Boas leituras!
A Equipa das Bibliotecas do Agrupamento deseja a toda a comunidade escolar umas Festas Felizes e um Ano de 2026 recheado de Paz, Amor e de Boas leituras!
Natal de um pastorinho...
Pela serra acima
Vai o pastorinho
Leva o seu bornal
Bem recheadinho!
Batendo os tamancos,
Lá vai pela manhã.
Vestido de croça
E gorro de lã!...
As ovelhas mansas
Seguem a seu lado,
P'ra lidar com elas
Não usa o cajado!
Fala-lhes mansinho:
«Meninas, correr!»
E elas tratam logo
De lhe obedecer
Porém uma delas
Não aguentou mais,
Deitou-se p`rò lado
Ao pé duns giestais!
E logo o pequeno ,
De tão perspicaz,
Deu p`la falta dela
E voltou atrás!
Andou meia légua
Achou-a deitada:
Ia dar à luz
Não tardava nada!
E o pastorinho
Lá fez de parteiro,
Tomando nas mãos
Um lindo cordeiro!
Feliz a ovelha,
Feliz o pastor:
Que quadro tão belo
Para um bom pintor!
E p`ra festejar
Aquele Natal,
Havia o farnel...
Puxou do bornal!
Depois lá seguiram
De novo o caminho:
Ao colo do moço
Ia o cordeirinho.
E ao chegar a casa,
Lá pela tardinha,
Com mais um no rol...
O bom pastorinho
Aumentou o encanto
Daquele pôr-do-sol!
Alexandre Parafita ( in Histórias de Natal contadas em verso)
A palavra Natal em várias línguas:
Alemão -- Weihnachten Dinamarquês -- God Jul Francês -- Noël
Espanhol -- Navidad Finlandês -- Joulu Grego -- Genethia
Holandês -- Kermiss Húngaro -- Karáesony Inglês -- Christmas
Italiano -- Natale Polaco -- Boze Narodzente Russo -- Razhdestvo Krista
- O dia da Natividade foi fixado pelo Papa Libérius em 345 e não era acompanhado de cerimónias religiosas. Só mais tarde foi chamado de dia de Natal e começou a celebrar o nascimento de Jesus.
- No local onde existia a gruta de Belém, ergue-se agora uma igreja mandada edificar por Santa Helena, no ano 326. No chão, a assinalar o local do nascimento, está uma estrela de prata com uma inscrição que se traduz assim : "Aqui nasceu Jesus Cristo da Virgem Maria".
- Foram os habitantes da Alsácia, em França, os primeiros a decorar a Árvore de Natal. Suspendiam nos seus ramos maçãs, hóstias não consagradas, rosas de papel e guloseimas.
- Em Espanha, as prendas dão-se no dia em que se celebra a visita dos Reis Magos ao Menino Jesus - dia 6 de janeiro.
- No México, na noite de Natal, as crianças jogam à piñata , que é um objeto que pode ter várias formas e fica suspenso no teto. As crianças de olhos vendados e armadas com um varapau, tentam acertar-lhe em cheio para que se parta e dele saiam as muitas guloseimas que contém e que se espalham pelo chão.
(in "Tudo sobre o Natal" de Isabel Lamas e Catarina Cardoso)
Tal como em anos anteriores, os(as) professores(as) de português, de francês e de inglês inspiram os seus alunos(as) a escreverem Mensagens de Natal.
Este ano vamos retomar as Mensagens em formato digital.
Faz a tua Mensagem e partilha-a connosco.
Vamos apresentá-la à Comunidade Escolar!
A Estrela
Eu caminhei na noite
Entre silêncio e frio
Só uma estrela secreta me guiava
Grandes perigos na noite me apareceram
Da minha estrela julguei que eu a julgara
Verdadeira sendo ela só reflexo
De uma cidade a néon enfeitada
A minha solidão me pareceu coroa
Sinal de perfeição em minha fronte
Mas vi quando no vento me humilhava
Que a coroa que eu levava era de um ferro
Tão pesado que toda me dobrava
Do frio das montanhas eu pensei
«Minha pureza me cerca e me rodeia»
Porém meu pensamento apodreceu
E a pureza das coisas cintilava
E eu vi que a limpidez não era eu
E a fraqueza da carne e a miragem do espírito
Em monstruosa voz se transformaram
Disse às pedras do monte que falassem
Mas elas como pedras se calaram
Sozinha me vi delirante e perdida
E uma estrela serena me espantava
E eu caminhei na noite minha sombra
De desmedidos gestos me cercava
Silêncio e medo
Nos confins desolados caminhavam
Então eu vi chegar ao meu encontro
Aqueles que uma estrela iluminava
E assim eles disseram: «Vem connosco
Se também vens seguindo aquela estrela»
Então soube que a estrela que eu seguia
Era real e não imaginada
Grandes noites redondas nos cercaram
Grandes brumas miragens nos mostraram
Grandes silêncios de ecos vagabundos
Em direcções distantes nos chamaram
E a sombra dos três homens sobre a terra
Ao lado dos meus passos caminhava
E eu espantada vi que aquela estrela
Para a cidade dos homens nos guiava
E a estrela do céu parou em cima
de uma rua sem cor e sem beleza
Onde a luz tinha a cor que tem a cinza
Longe do verde azul da natureza
Ali não vi as coisas que eu amava
Nem o brilho do sol nem o da água
Ao lado do hospital e da prisão
Entre o agiota e o templo profanado
Onde a rua é mais triste e mais sozinha
E onde tudo parece abandonado
Um lugar pela estrela foi marcado
Nesse lugar pensei: «Quanto deserto
Atravessei para encontrar aquilo
Que morava entre os homens e tão perto.
Sophia de Mello Breyner Andresen | "Livro sexto",
1962